Cabra Cabriola à Queiroz

outubro 26, 2010

Cabra Cabriola à Queiroz

Como ancestral dos índios Goitacá pertencente à família Puri, seu Queiroz, era conspícuo nadador, habilíssimo na corrida e na utilização do arco e flecha e ainda imbatíveis nas técnicas de rastreamento. Valendo-se de suas habilidades indígenas-Magaiverianas, Queiroz, resolveu sepultar, o último fantasma que o assombrava desde os tempos de criança. O mito da Cabra Cabriola. A criatura ataca na calada da noite crianças arteiras. Como era um menino do “cú riscado”, Queiroz tinha pavor do ente. Um pânico apenas comparado, ao trio de ouro mexicano; Chaves, Chiquinha e Quico, em relação à bruxa do 71.

A cabra é uma assombração lusitana que emigrou para o Brasil, com D. João e a família Real. Pois sendo a cabriola uma cabra e não um burro, ela também, saiu de mala e cuia de Portugal, corrida das baionetas de Napoleão. Como não tinha brasão de nobreza, a cabra, teve que procurar uma quitinete nas proximidades da rua a Direita. Mas com o negócio de assombração estava em baixa na colônia, ela foi despejada, sendo assim, obrigada a construir uma morada nas circunvizinhanças da Mata Atlântica.

A esquadra comandada por Américo Vespúcio; para caçar a cabra, ainda tinha Queiroz, O índio Arariboia (vindo diretamente de Niterói, terra boa para criar e procriar paturi), o folclorista Luis da Câmara Cascudo e a baiana tia Ciata.

Depois de três horas de caminhada pela mata o quinteto virou trio. Cansados de ouvir o índio Araribóia dizer:

– vamos à caça “di” uma cabra.

– depois vamos comer na casa “di” Queiroz.

Foi tanto “di”, que o índio apareceu com o corpo crivado de flechas. Como o plano de saúde de Araribóia, O FUNAICARD, não tinha cobertura total, o temiminó foi deixado na porta do BONSU DOR (Hospital Geral de Bonsucesso) e veio a falecer. Cascudo acompanhou o índio no intuito de escrever sobre o índio e desvendar a origem lingüística de “di”, como a dança da pélvis, só em Niterói.

O trio continuou a caminhada até avistar a cabra no capoeirão. A cabra estava com olhar de quem tem tudo na vida; despretensioso e infinito. Vespúcio sacou seu cospe fogo; Ciata cantou para distrair o bicho e Queiroz não viu nada, pois, morre de medo do ente.

Trocaram tanto tiro, que até hoje, ninguém sabe que morreu. A cabra garante que foi Queiroz, mas, Queiroz garante que foi a cabra.

Depois de mais uma longa caminhada; o trio Irakitan das matas brasileiras, aportou na casa da baiana Ciata, que ficava, na rua Visconde de Itaúna, 117 na Cidade Nova. O prato do dia era: Cabra Cabriola à Queiroz.

Na próxima semana:
Cabra Cabriola à Queiroz (Modo de fazer):

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Uma resposta to “Cabra Cabriola à Queiroz”

  1. andrea said

    aaaaah, seeei, do “cu riscado” tipo eu e o toninho gerais, né? rs

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